
Anos atrás quando decidi fazer a faculdade de enfermagem eu me perguntava se estaria preparada para viver os dramas alheios, se saberia agüentar no peito o sofrimento das pessoas e principalmente se teria coragem de atuar em qualquer área hospitalar. Comecei o curso em 1997 e até hoje ainda tinha minhas dúvidas, ainda faltavam algumas respostas! Infelizmente ainda não conclui o a faculdade, falta um ano, e um pouco de vergonha na cara! Fiz então o curso técnico de enfermagem, para continuar na área e graças a Deus to trabalhando muito bem. Embora frustrada por não ter me formado ainda no nível superior...
Atualmente trabalho na maternidade, você deve estar pensando que é o melhor setor, ledo engano! “Coisa linda os bebezinhos”, o nascimento, os primeiros chorinhos, a emoção dos pais, as roupinhas novinhas... Mas não é tudo “lindo” assim, e quando os bebês nascem e o tão esperado choro não vem, e não adianta palmada nem nada? Putz, é a pior parte, tenho vontade de sumir, sentar num canto e derramar lágrimas e mais lágrimas! Fico imaginando o sofrimento desses pais que esperam nove meses pela chegada do seu herdeiro, fazem planos, gastam o que tem e o que não tem para oferecer tudo na sua “estréia” nesse mundo louco, ai vem a “moça do cabelo vermelho” e diz que o bebê está sendo examinado e depois o médico dará outras notícias.
Atualmente trabalho na maternidade, você deve estar pensando que é o melhor setor, ledo engano! “Coisa linda os bebezinhos”, o nascimento, os primeiros chorinhos, a emoção dos pais, as roupinhas novinhas... Mas não é tudo “lindo” assim, e quando os bebês nascem e o tão esperado choro não vem, e não adianta palmada nem nada? Putz, é a pior parte, tenho vontade de sumir, sentar num canto e derramar lágrimas e mais lágrimas! Fico imaginando o sofrimento desses pais que esperam nove meses pela chegada do seu herdeiro, fazem planos, gastam o que tem e o que não tem para oferecer tudo na sua “estréia” nesse mundo louco, ai vem a “moça do cabelo vermelho” e diz que o bebê está sendo examinado e depois o médico dará outras notícias.
Meu coração acelera, parece querer sair pela boca, minhas mãos pingam suor, mas agüento firme ali ao lado daquele ser indefeso que luta pela sobrevivência. E vem a cabeça mais uma pergunta sem resposta: porque já nascer sofrendo? Não tenho essa resposta!
É demais pra mim! Vou sair... Não, preciso ajudar! Fico ao seu lado... E vão horas a fio, ele vai e volta, ainda resta alguma esperança... Meu pensamento está lá fora com os pais que tanto esperaram pelo seu nascimento... Lembro do meu filho, sinto uma lágrima querer descer, mas consigo a fazer parar... Não foi só a minha lágrima que parou! Seu coraçãozinho também parou e não voltou mais...
O lado mais difícil da nossa profissão é ser derrotado pela morte! Estudamos, trabalhamos em busca do bem estar do ser humano e por mais terrível que seja uma doença queremos curá-la, estamos lá para isso, mas nem sempre vencemos...
Não é fácil ver uma pessoa partir, ainda mais um “serzinho” com poucas horas de vida, mas o que alivia é que fiz a minha parte, de algum modo tentei ajudá-lo nesta batalha, mas Deus quis assim...
Ainda bem que achei algumas das respostas, tenho condição sim de sobreviver aos dramas alheios, por mais difícil que seja eu tenho passado ilesa em tantas tragédias com desconhecidos, mas confesso que dessa vez cheguei em casa e “desabei” num pranto...
É demais pra mim! Vou sair... Não, preciso ajudar! Fico ao seu lado... E vão horas a fio, ele vai e volta, ainda resta alguma esperança... Meu pensamento está lá fora com os pais que tanto esperaram pelo seu nascimento... Lembro do meu filho, sinto uma lágrima querer descer, mas consigo a fazer parar... Não foi só a minha lágrima que parou! Seu coraçãozinho também parou e não voltou mais...
O lado mais difícil da nossa profissão é ser derrotado pela morte! Estudamos, trabalhamos em busca do bem estar do ser humano e por mais terrível que seja uma doença queremos curá-la, estamos lá para isso, mas nem sempre vencemos...
Não é fácil ver uma pessoa partir, ainda mais um “serzinho” com poucas horas de vida, mas o que alivia é que fiz a minha parte, de algum modo tentei ajudá-lo nesta batalha, mas Deus quis assim...
Ainda bem que achei algumas das respostas, tenho condição sim de sobreviver aos dramas alheios, por mais difícil que seja eu tenho passado ilesa em tantas tragédias com desconhecidos, mas confesso que dessa vez cheguei em casa e “desabei” num pranto...




