quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Infarto Feminino

"...Ela comentou que não se sentia bem... Lhe doíam as costas.... Foi deitar-se um pouco até que passasse.. Mais tarde, quando fui ver como ela estava, a encontrei sem respiração... Não a puderam reviver"

Comentou o marido ao médico já no Hospital.

Eu sabia que os ataques cardíacos nas mulheres são diferentes, mas nunca imaginei nada como isto. Esta é a melhor descrição que li sobre esta terrível experiência.. .

Sabias que os ataques cardíacos nas mulheres raramente apresentam os mesmos sintomas 'dramáticos' que anunciam o infarto nos homens? Me refiro à dor intensa no peito, o suor frio e o desfalecimento (desmaio, perda de
consciência) súbito que eles sofrem e que vemos representados em muitos filmes.


Para que saibam como é a versão feminina do infarto, uma mulher que experimentou
um ataque cardíaco nos vai contar sua história:


'Eu tive um inesperado ataque do coração por volta de 22h30min, sem haver feito nenhum esforço físico exagerado nem haver sofrido algum trauma emocional que pudesse desencadeá-lo. Estava sentada, muito agasalhadinha, com meu gato nos joelhos vendo novela.

Um pouco mais tarde, senti uma horrível sensação de indigestão, como quando -
estando com pressa - comemos um sanduíche, engolindo-o com um pouco de água.


Esta foi minha sensação inicial... O 'único problema' era que eu NÃO HAVIA comido NADA desde às 17h00min...


Depois, desapareceu esta sensação e senti como se alguém me apertara a coluna vertebral (pensando bem, agora acredito que eram os espasmos em minha aorta).
Logo, a pressão começou a avançar para o meu esterno (osso de onde nascem as costelas no peito). O processo continuou até que a pressão subiu à garganta e a sensação correu, então, até alcançar ambos os lados de meu queixo.
Tirei os pés do puff e tratei de ir até o telefone, mas caí no chão...


Me levantei me apoiando em uma cadeira e caminhei devagar até o telefone para
chamar a emergência. Lhes disse que acreditava que estava tendo um ataque cardíaco e descrevi meus sintomas. Tratando de manter a calma, informei o que se passava comigo. Eles me disseram que viriam imediatamente e me aconselharam deitar-me perto da porta, depois de destrancá-la para que pudessem entrar e me
localizar rapidamente.


Segui suas instruções, me deitei no chão e, quase imediatamente, perdi os sentidos.

Acordei com o cardiologista me informando que havia introduzido um pequeno balão em minha artéria femural para instalar dois 'stents' que mantivessem aberta minha artéria coronária do lado direito.


Graças a minhas explicações precisas, os médicos já estavam esperando prontos para atender-me adequadamente quando cheguei ao hospital.


Dicas importantes:


1. Dizem que muito mais mulheres que homens morrem em seu primeiro (e último) ataque cardíaco porque não identificam os sintomas e/ou os confundem com os de uma indigestão. CHAMEM a AMBULÂNCIA, se sentem que seu corpo experimenta algo estranho. Cada um conhece o estado natural (normal) de seu corpo. Mais vale uma 'falsa emergência' do que não atrever-se a chamar e perder a vida...


2. Notem que disse 'chamem os Paramédicos/Ambulâ ncia'. AMIGAS, o tempo é
importante, e as informações precisas também.


3. Não acreditem que não possam sofrer um ataque cardíaco porque seu colesterol é normal ou 'nunca tiveram problemas cardíacos'...


Os ataques cardíacos são o resultado de um stress prolongado que faz que nosso sistema segregue toda classe de hormônios daninhos que inflamam as artérias e tecido cardíaco.Por outro lado, as mulheres que estão entrando na menopausa ou já a ultrapassaram, perdem a proteção que lhes brindava os estrogênios, pelo que correm igual risco de sofrer mais problemas cardíacos do que os homens.

Um comentário:

Liziane Dotto disse...

olha, minha mãe infartou exatamente assim... silenciosamente o coração...
Na semana passada, minha pressão subiu e eu não acreditei... fiquei super desesperada, faço exercícios regularmente, jogo tÊnis, corro... e nada segurou minha pressão... achei que fosse morrer... o coração ficou apertado... cuidem-se, acontece sim!