quinta-feira, 20 de novembro de 2008

Desabafo de uma mulher moderna

São 6h... O despertador canta de galo e eu não tenho forças nem para atirá-lo contra a parede... Estou tão cansada... não queria ter que trabalhar hoje...
Queria ficar em casa, cozinhando, ouvindo música, cantarolando, até...
Se tivesse filhos, gastaria a manhã brincando com eles, se tivesse cachorro, passeando pelas redondezas...
Aquário? Olhando os peixinhos nadarem...
Se eu tivesse tempo... gostaria de fazer alongamento...
Brigadeiro...
Tudo menos sair da cama e ter que engatar uma primeira e colocar o cérebro pra funcionar.
Gostaria de saber quem foi a mentecapta, a infeliz matriz das feministas que teve a estúpida idéia de reivindicar direitos de mulher... queria saber PORQUE ela fez isso conosco, que nascemos depois dela... Estava tudo tão bom no tempo das nossas avós... elas passavam o dia a bordar, trocar receitas com as amigas, ensinando-se mutuamente segredos de molhos e temperos, de remédios caseiros, lendo bons livros das bibliotecas dos maridos, decorando a casa, podando árvores, plantando flores, colhendo legumes das hortas, educando as crianças, freqüentando saraus, ENFIM, a vida era um grande curso de artesanato, medicina alternativa e culinária.
Aí vem uma fulaninha qualquer que não gostava de sutiã nem tão pouco de espartilho, e contamina várias outras rebeldes inconseqüentes com idéias mirabolantes sobre "vamos conquistar o nosso espaço"!!!
Que espaço, minha filha??? Você já tinha a casa inteira, o bairro todo, o mundo aos seus pés. Detinha o domínio completo sobre os homens, eles dependiam de você para comer, vestir, pra tudo!!! Que raio de direitos requerer? Agora eles estão aí, são homens todos confusos, que não sabem mais que papéis desempenhar na sociedade, fugindo de nós como o diabo foge da cruz... Essa brincadeira de vocês acabou nos enchendo de deveres, isso sim. E nos lançando no calabouço da solteirice aguda.
Antigamente, os casamentos duravam para sempre, tripla jornada era coisa do Bernard do vôlei - e olhe lá,porque naquela época não existia Bernard do vôlei.PORQUE???... me digam PORQUE um sexo que tinha tudo do bom e do melhor, que só precisava ser frágil, foi se meter a competir com o macharedo? Olha o tamanho do bíceps deles, e olha o tamanho do nosso. Tava na cara que isso não ia dar certo!!!
Não agüento mais ser obrigada ao ritual diário de fazer escova, maquiar, passar hidratantes, escolher que roupa vestir, e que sapatos combinar, que acessórios usar...tão cansada de ter que disfarçar meu humor, que sair sempre correndo, ficar engarrafada, correr risco de ser assaltada, de morrer atropelada, passar o dia ereta na frente do computador, com o telefone no ouvido, resolvendo problemas que nem são meus!!! E como se não bastasse, ser fiscalizada e cobrada (até por mim mesma) de estar sempre em forma, sem estrias, depilada, sorridente, cheirosa, com as unhas feitas, sem falar no currículo impecável, recheado de mestrados, doutorados, e especializações (ufffffffffffffffffff!!!!!!!)
Viramos super mulheres e continuamos a ganhar menos do que eles... Não era muito melhor ter ficado fazendo tricô na cadeira de balanço?
CHEGAAAAAAA!!!...
Eu quero alguém que pague as minhas contas, abra a porta para eu passar, puxe a cadeira para eu sentar, me mande flores com cartões cheios de poesia, faça serenatas na minha janela...
Ai, meu Deus, já são 6:30, tenho que levantar!...,e tem mais, quero alguém que chegue do trabalho, sente no meu sofá, coloque os pés pra cima e diga "meu bem, me traz um cafezinho, por favor?"
Descobri que nasci para servir. Vocês pensam que eu tô ironizando? To falando sério! Estou abdicando do meu posto de mulher moderna....Troco pelo de Amélia. Alguém se habilita?
Este texto não é de minha autoria, mas para refletir vale a pena!
Quem era mais feliz, nós ou nossas avós?
Da minha parte, adoro passar cremes, maquiagem (nos olhos então nem se fala), experimentar várias roupas até decidir qual fica melhor e ainda assim sair em dúvida, se a cor ta combinando com o sapato, com os acessórios... É claro que lamento a falta de tempo, a correria do dia a dia, as cobranças, inclusive da minha parte em relação ao corpo, aos estudos...
E bem que gostaria de uma serenata na minha janela enquanto me embalo numa cadeira de balanço fazendo um bordado.

3 comentários:

Juliano disse...

Ó dúvida cruel, as duas partes tem suas vantagens. Adoraria todos aqueles galanteios de antigamente, da maneira que a mulher era respeitada, coisa que não existe muito hoje, ficar em casa, cuidá-la, porém, não saberia viver somente servindo, amo esta liberdade, direito de ir e vir, dividir responabilidades dos filhos, ser dona do próprio nariz e não ter que depender de homem nenhum, Deus me livre! Mas que de vez em quando é bom fazer-se de fragilizada e deixar eles pensarem que mantém o controle d situação é bom demais!!! Eles se acham!! KKK

Agora me responde? Quem diz a última palavra? Eles, dizendo: tá bom!heheh

Bjos

Renata Lopes Costa disse...

Báh...estava com a conta do Juliano abertta!!!! Sou eu...a Renata Costa!!!! KKKKKKK

Lu Souza disse...

Oi Flavia, cheguei aqui através da Beth (Mãe Gaia).
Já conhecia o texto - recebi de uma amiga argentina e depois de passar algumas horas traduzindo, me acabei de rir.
Realmente, as vezes dá raiva, mas sinceramente, no ritmo de nossas vidas atuais, acho q ninguém teria saco pra ficar so em casa, arrumnado, cozinhando e vendo os gatinhos enquanto tricotamos, ahahahha, eu pelo menos não, pq nao sei nem pregar um botão. Ok, na cozinha eu sou excelente (modesta tbm tá)!

Um bjo